Aprendendo a detectar problemas no Óleo de Corte Solúvel

Por mais que um operador de um equipamento de usinagem tenha conhecimento do processo, muitas vezes observamos certa negligência ou descuido no controle e manutenção do óleo de corte solúvel. Tal atitude além de comprometer a qualidade do óleo solúvel mineral, também poderá resultar em problemas operacionais como queda de rendimento, perda de qualidade e até gerar danos ao equipamento.

Visando minimizar estes problemas, descreveremos a seguir, alguns procedimentos que devem ser aplicados para que a melhora do processo e para que a qualidade do óleo de corte solúvel não seja comprometida.

Analisando a aparência do Óleo Solúvel

A aparência de um óleo solúvel mineral pode variar dependendo de vários motivos, entre os quais destacamos como principais o tipo do produto, a qualidade da água, o tempo de vida da emulsão, a quantidade de partículas e os contaminantes.

Como fatores contaminantes que afetam a aparência do óleo de corte solúvel, podemos destacar a emulsão se apresentando:

  • Cinza / preto: quanto isso ocorre, é provável que há a presença de sulfato reduzindo as bactérias ou há sabão metálico particulado na emulsão;
  • Cinza / preto: pode ser gerado pela presença de partículas de grafite provenientes da usinagem do ferro fundido;
  • Marrom / amarelo: tal coloração normalmente é associada ao sabão de ferro presente na emulsão do óleo solúvel mineral;
  • Creme em cima: é um primeiro sinal de instabilidade da emulsão;
  • Camada de óleo em cima: normalmente é “tramp oil” ou sinal de produto instável;
  • Precipitação / floculação: significa a presença de partículas de metal ou sais de água dura.
  • Camada aquosa sob a camada de óleo: é resultado da separação do óleo (instabilidade da emulsão do óleo de corte solúvel)

Analisando a concentração do Óleo Solúvel

A detecção da variação da concentração também é um fator que compromete o processo, sendo necessário acompanhar diariamente se está ocorrendo alterações e imediatamente ser adotadas medidas para a sua correção. Entre os fatores que podem contribuir para a variação da concentração da emulsão do óleo solúvel mineral, destacamos a existência de vazamentos, a evaporação e a mistura errada com uma nova emulsão.

Para tal correção se faz necessário o uso regular de um refratrômetro. O controle efetivo do processo gera menos problemas e um melhor desempenho. Não devemos esquecer que trabalhar com altas concentrações gera custos maiores, por tanto, sempre deve-se seguir as diluições do óleo de corte solúvel que são recomendadas pelo fabricante do lubrificante de corte.

Outras análises que podem indicar problemas na emulsão do Óleo Solúvel

  • Controle do pH

O pH da emulsão depende da alcalinidade e da água utilizada, mas normalmente espera-se que a emulsão apresente um pH variando entre 8,5 e 9,5. Quando se observa um aumento repentino do pH da emulsão do óleo solúvel mineral, é sinal de que está ocorrendo algum tipo de contaminação, por vezes pode ser gerado pelo sabão ou desengraxante utilizado para a limpeza da máquina ou do piso.

Se ocorrer uma queda do pH da emulsão do óleo de corte solúvel, é provável que está sendo motivado pela presença de microrganismos. Para evitar que estes problemas ocorram, é necessário analisar de 2 a 3 vezes o pH da emulsão do óleo solúvel mineral, com o uso de um pHmetro ou de papel de pH.

  • Controle da corrosão

O óleo de corte solúvel possui inibidores de corrosão em sua formulação e a sua eficiência pode ser comprometida se não for utilizada uma emulsão produzida na concentração recomendada pelo fabricante. Esta proteção é ativa para pequenos e médios períodos de uso, por tanto a inspeção da presença de corrosão no sistema deve sempre ser observada. Esta poderá surgir se ocorrer instabilidade na emulsão do óleo solúvel mineral. A presença de bactérias reduz o pH, consome os aditivos inibidores e produz a corrosão. A presenta de íons de cloretos e sulfatos também contribui para aumentar a corrosão.

  • Nível de dureza total

Os íons de cálcio (Ca++) e magnésio (Mg++), dispersos na emulsão, podem formar sabões insolúveis em água, como o Carbonato de Cálcio (CaCO3). Como efeito estes produtos causam instabilidade na emulsão do óleo de corte solúvel e nos níveis de espuma. A espuma gerada provoca a separação dos ácidos graxos que são responsáveis por dar lubricidade ao óleo solúvel mineral. A concentração da emulsão aumenta devido ao aumento da evaporação da água. A redução do problema pode ser resolvida com a utilização de água “mole” ou água destilada.

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