Lubrificante para a Indústria de Papel e Celulose: conhecendo um pouco sobre este processo

A indústria de papel e celulose apresenta os mesmos processos e equipamentos encontrados em outras indústrias, como sistemas hidráulicos, engrenagens e redutores, turbinas, e demais maquinários que necessitam de uma lubrificação regular. Mas há uma grande peculiaridade que envolve o processo de uma indústria papeleira, que são as exigências específicas do processo como o trabalho em alta temperatura, o contato frequente com a água ou o vapor d’água e o elevado desgaste dos equipamentos. E soma se a tudo isso, a presença da poeira gerada no processo.

O lubrificante para a indústria de papel e celulose necessita possuir características específicas para poder a atender a todos os requisitos desta aplicação e gerar uma significativa redução dos custos de manutenção.

A máquina de papel e celulose tem uma estrutura de um gigantesco corredor, onde a polpa de celulose passa por vários cilindros, sendo secada, tendo diminuída a sua espessura e finalmente é bobinada no final do processo.

Em cada seção da máquina de papel há inúmeros rolamentos, mancais e engrenagens abertas ou fechadas e se ocorrer um desgaste excessivo em um destes equipamentos, todo o processo poderá ser comprometido, gerando falhas ou até mesmo a parada do sistema. Isso quer dizer que a lubrificação para as máquinas de papel e celulose é algo muito importante e que demanda muita atenção, pois muitos rolamentos e mancais operam em regimes críticos de lubrificação devido à constante exposição à água, vapor, calor ou poeira.

Lubrificante para Máquina de Papel e Celulose: quais os tipos que são utilizados?

A primeira parte da máquina de papel chama-se Seção de Formação. É nesta seção onde entra a poupa de celulose úmida e ocorre a redução de certa de 80% do volume de água da poupa original. O lubrificante para máquina de papel e celulose utilizado nos rolamentos desta seção normalmente são as graxas, que além de lubrificar, ajudam nas vedações e mantém a água fora dos rolamentos. Mas esta não pode ser colocada em excesso para que não vaze e não cause aumento do calor no rolamento, principalmente para os que operam em altas velocidades. Na Seção de Formação também existem rolamentos de velocidade que necessitam de lubrificação com óleo circulante. Para estes equipamentos se faz necessária a utilização de um excelente óleo lubrificante para engrenagem e o monitoramento regular do teor de água presente no óleo, para que possa ser mantida a sua qualidade de lubrificação.

A segunda seção da máquina de papel é a Seção de Prensa, onde a tela de papel é comprimida para a retirada do restante da água. Devido ao tamanho, pressão e velocidade dos rolos a lubrificação de mancais e rolamentos mais eficiente é feita com o uso de óleo para caixa de engrenagem. A remoção da água do óleo deve obedecer a procedimentos rigorosos. Devido ao calor gerado pelos grandes rolamentos de pressão, é comum que grandes quantidades de óleo para rolamento seja necessária para o resfriamento, onde poderá ser utilizado um óleo sintético para papel e celulose.

Na seção seguinte, a de Secagem, são empregados cilindros aquecidos por vapor sob alta pressão para a secagem e redução do teor de água da tela de papel para menos de 10%. Nesta Seção o inimigo dos mancais e do óleo lubrificante para mancais é o calor e a umidade. Como nessa Seção os rolamentos de cilindro necessitam suportar elevadas temperaturas, a utilização de óleo é a melhor opção de lubrificação. As altas temperaturas podem carbonizar e oxidar o lubrificante, gerado depósitos e entupindo o sistema, ou ser desviado e migrar até entrar em contato como papel e afetar a sua qualidade. Um óleo para mancal deslizante de alta qualidade e com viscosidade adequada deve ser utilizado, pois se este possuir uma baixa viscosidade, este fluirá mais facilmente, mas poderá ter uma ação lubrificante ineficiente que poderá resultar na redução da vida útil do rolamento.

A última Seção é a de Formação de Rolos, onde o papel é cortado e transformado em rolos menores. Nessa Seção os rolamentos trabalham em um ambiente melhor, onde a maior preocupação é que sejam protegidos contra a poeira do papel. Os rolamentos dos roletes são normalmente lubrificados com graxas e em máquinas mais modernas onde os enroladores trabalham em alta velocidade, é utilizada a lubrificação líquida, com o uso de um bom óleo lubrificante para mancais.

Características que um bom Óleo Lubrificante para a Indústria de Papel e Celulose deve possuir

Um óleo lubrificante para a indústria de papel e celulose deve possuir as seguintes características:

  • Devido às altas temperaturas encontradas no processo, o óleo lubrificante de papel e celulose deve possuir uma boa resistência à oxidação;
  • A água existente no processo pode entrar em contato com o óleo sintético para papel e celulose e este tem que apresentar excelentes características de demulsibilidade, que é a capacidade de se separar da água;
  • As altas temperaturas transforma a água em vapor e este pode causar aeração no lubrificante para papel, que precisa apresentar uma boa aditivação antiespuma;
  • Outra característica muito importante para o óleo lubrificante para a indústria papeleira é que este mantenha as suas propriedades de viscosidade inalteradas durante o período de uso.

Cuidados adicionais que devem ser tomados com o lubrificante para a indústria de papel e celulose é que seja garantida a espessura adequada do filme do óleo, propiciando assim que os contaminantes sejam retirados e removidos das superfícies que necessitam ser lubrificadas.

O controle da temperatura do óleo lubrificante para papel e celulose é fundamental para prolongar a vida dos equipamentos, diminuindo os custos com manutenção e paradas imprevistas. Este controle deve ser realizado no óleo para engrenagem aberta, na lubrificação de mancais de rolamentos e no óleo para sistema hidráulico.

O que mais deve se saber sobre o óleo lubrificante para máquinas de papel e celulose?

Em um sistema tão complexo não se pode confiar apenas na manutenção corretiva, deixando de lado a correção preventiva e não realizando o devido acompanhamento da qualidade e do período de troca do óleo lubrificante para máquina de papel e celulose. A não utilização de um óleo lubrificante papel e celulose que seja ideal para a operação do equipamento é um erro comum, muito crítico e que se ocorrer, pode gerar perdas muito grandes.

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