O que é Petrolato Branco?

Para responder a esta pergunta temos que voltar um pouco no tempo.

Por volta de meados do século 19 iniciou-se nos Estados Unidos a perfuração de poços de petróleo e a exploração deste produto como fonte energética. Durante os processos de extração, os operários notaram junto às brocas de perfuração o aparecimento de uma pasta esbranquiçada.

Em contato com a pele estes operários observaram que o produto tinha ação lubrificante e ajudava a cicatrizar as feridas. Surgia aí o petrolato natural. Um químico se interessou por esta massa gelatinosa. Realizando um processo de tratamento e purificação ele passou a comercializá-la como cosmético e até como medicamento, dando-lhe o nome de vaselina.

Devido à limitação de obtenção deste petrolato natural, que não era disponibilizado em grande volume para o atendimento da demanda de consumo, no decorrer do início do século passado foi desenvolvido a fabricação do “petrolato sintético”, formulado através da mistura de parafinas com o óleo mineral branco.

Surgia então a vaselina sólida como hoje conhecemos. Com isso podemos dizer que hoje no mercado não existe mais o fornecimento do petrolato natural, mas sim de um produto formulado através da mistura de parafinas com os óleos minerais.

Como o petrolato natural apresentava uma coloração branca e como a vaselina sólida grau USP também apresenta esta mesma coloração, estes produtos passaram a ser chamados de petrolato branco.

O Petrolato Branco faz mal à saúde?

Agora sabemos que o petrolato branco nada mais é que a nossa conhecida vaselina sólida. Cabe informar que nos rótulos de produtos cosméticos a vaselina sólida pode ser identificada por outros nomes como petrolatum, petroleum jelly, white petrolatum, ou por petrolato. Para não fazer mal à saúde, o petrolato branco ou a vaselina sólida dever ser fabricada com produtos de elevada pureza, neutros e totalmente atóxicos.

Não se pode utilizar um óleo mineral “qualquer” para a produção de uma vaselina sólida de USP. O óleo mineral empregado na produção do petrolato branco também tem que ser um produto que atenda à norma U.S.P. (United States Pharmacopeia / Farmacopéia dos Estados Unidos).

Quando uma vaselina sólida apresenta grau farmacêutico (ou USP), e é empregada na fabricação de um produto cosmético, normalmente no rótulo deste consta a informação de que se está usando um white petrolatum.

Esta informação é uma garantia de se está utilizando um produto de boa qualidade e que não irá fazer mal à saúde do usuário. Em resumo, o petrolato branco ou a vaselina sólida branca usada nos cosméticos e produtos farmacêuticos tem que ser atóxica e atender à norma U.S.P. para não fazer mal à saúde.

Por que usam o nome Petrolato Branco para designar o nome da Vaselina Sólida Farmacêutica?

Esta é uma pergunta que deveria ser feita para a ANVISA, pois apesar de estarmos no Brasil e falarmos o Português, é a ANVISA que exige nos rótulos dos produtos cosméticos que a formulação seja descrita na língua Inglesa. É só procurar nos rótulos dos produtos cosméticos a informação sobre os ingredientes que compõem a formulação e lá você poderá ver os produtos descritos todos na língua inglesa.

É por isso que não se encontra o nome de vaselina sólida branca nos rótulos de produtos cosméticos. White petrolatum, petrolatum, petroleum jelly são as nomenclaturas mais empregadas para confirmar o uso da vaselina sólida farmacêutica na formulação. A denominação petrolato branco também poderá ser encontrada.

Por que ainda dizem que o Petrolato ou o Petrolatum é tóxico para o uso humano?

Cabe informar que o petróleo após ser fracionado e destilado gera vários tipos de óleos e solventes que contêm itens contaminantes em sua composição como metais pesados, enxofre, compostos aromáticos, entre outros.

Estes produtos são destinados ao uso industrial onde este tipo de contaminação não interfere na aplicação. Para o uso em formulações de insumos cosméticos e farmacêuticos, estes mesmos derivados passam por rigorosos e modernos processos de tratamento, deixando-os atóxicos, inertes, neutros e totalmente livres destes contaminantes.

Então a resposta para o questionamento acima está em que há pessoas má informadas que consideram todos os derivados de petróleo como sendo produtos impuros, e colocam em um mesmo “patamar de qualidade” o petrolato branco (white petrolatum), o óleo mineral branco (paraffinium liquidum ou paraffin oil), as parafinas solidas (paraffin) e os solventes a base de isoparafinas (isoparaffin), o que está totalmente errado.

Todos estes produtos citados possuem elevado grau de pureza, tanto que são utilizados para a fabricação de medicamentos.

Desmistificando o uso do Petrolato Branco

Para finalizar este assunto, fazemos a seguir uma analogia muito simples. Imaginem uma “água de chuva” coletada de uma calha existente em um telhado. A analogia é comparar esta “água” como sendo um óleo mineral básico.

A água é bonita e clara e pode ter vários usos, mas possui contaminantes que não recomenda o seu uso “in natura” para a elaboração, por exemplo, de alimentos.

Ao fervermos e filtrarmos esta mesma “água de chuva”, ela se tornou pura para ser utilizada, por exemplo, para ser ingerida. Neste ponto ela se parece com um óleo mineral branco grau técnico.

Se pegarmos esta mesma “água de chuva” e a submetermos a um rigoroso processo de tratamento e purificação, tornando-a muito pura, esta poderá então, por exemplo, ser utilizada para a fabricação de um soro hospitalar.

Neste ponto, o nosso “óleo mineral original” cheio de contaminantes, se tornou óleo mineral branco farmacêutico de elevada pureza, onde este óleo poderá ser utilizado inclusive na fabricação do petrolato branco.

Em resumo, não se pode falar em toxidade de algum derivado de petróleo, tanto do petrolato branco (petrolatum ou White petrolatum) como do óleo mineral branco (mineral oil ou paraffin oil), se não se conhece o tratamento a que este produto foi submetido.

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