Como prevenir dermatose ocupacional na atividade de metalworking?

A dermatose ocupacional é preocupação constante de quem atua na indústria metalmecânica (metalworking). Tanto trabalhadores quanto empresários devem estar conscientes dos riscos e dos problemas que podem ser gerados pelo contato direto com substâncias agressivas nessa atividade. Mas existem algumas importantes atitudes que podem prevenir essa doença. Saiba mais!

O que é dermatose ocupacional?

A dermatose ocupacional consiste em qualquer alteração da pele ou mucosa, diretamente ou indiretamente causada, condicionada, mantida ou agravada por agentes presentes no ambiente de trabalho ou no desempenho profissional.

Particularmente na atividade de metalworking, a principal dermatose ocupacional observada nos trabalhadores é a dermatite de contato irritativa (DCI) e a forma alérgica (DCA). Essas condições são provocadas por agentes químicos presentes nos óleos lubrificantes e fluidos de corte de base mineral.

O processo inflamatório da DCI, que é a forma mais comum de dermatose ocupacional, se inicia quando o agente químico, em contato com a pele, provoca a lesão da camada córnea. Isso provoca o aumento da permeabilidade e entrada de produtos agressivos que lesionam e provocam inflamações.

Quais as implicações jurídico-trabalhistas que podem ser motivadas pela dermatose ocupacional?

O contato com substâncias químicas em ambientes de trabalho, como no caso da metalurgia, caracteriza a atividade como insalubre e pode motivar doenças ocupacionais nos trabalhadores. Essa situação é tema recorrente de processos na justiça do trabalho.

Quando provado que a dermatose ocupacional apresentada pelo funcionário tem relação direta com o trabalho, a justiça costuma condenar a empresa. As indenizações podem envolver pagamento de adicionais de insalubridade, danos morais, estéticos, despesas médicas e até pensões mensais.

Quais as melhores formas de prevenir a dermatose ocupacional no metalworking?

Quando falamos de prevenção, sem dúvida, logo surge em nossa mente os equipamentos de proteção individuais (EPIs), como luvas, aventais, óculos de segurança, etc. Seu uso adequado aliado a uma higiene pessoal cuidadosa é uma boa estratégia para afastar o risco de dermatose ocupacional no metalworking.

Além disso, cremes de barreira, embora de eficácia questionável, também podem ser usados na prevenção da dermatite de contato. Sua utilização só pode ser feita na pele saudável, já que seus componentes podem causar reações alérgicas se aplicados na pele lesada.

É preciso ter atenção especial com os profissionais que apresentem pré-disposição para o desenvolvimento de doenças de pele, como a dermatite alérgica, por exemplo. Nesse caso, o uso de EPIs e a prática de procedimentos preventivos, muitas vezes, podem não ser suficientes para a neutralização dos agentes insalubres.

Substituir fluido de corte mineral por óleo de corte sintético é uma boa maneira de prevenir a dermatose ocupacional?

Sem dúvida! Muitas indústrias vêm substituindo o fluido de corte mineral pelos de base sintética com muito sucesso na prevenção da dermatose ocupacional. Essa é uma alternativa efetiva para evitar problemas com a doença e, consequentemente, ações trabalhistas.

Enquanto o óleo mineral pode conter uma série de agentes químicos agressivos como cloro, fenóis, nitritos, cresóis e hidrocarbonetos, um fluido sintético ou biodegradável é isento desses componentes. Essa característica proporciona maior segurança à saúde do trabalhador, evitando alergias ou outros problemas de pele.

A substituição dos óleos minerais pelos fluidos sintéticos/biodegradáveis permite a neutralização da insalubridade ou até a sua completa eliminação do ambiente ocupacional. Dessa forma, a empresa passa a atender plenamente à NR 15 (atividades e operações insalubres).

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