Qual a diferença entre Lubrificante PARAFÍNICO e NAFTÊNICO?

Os óleos lubrificantes de base mineral são normalmente obtidos do refino do petróleo. Este petróleo é constituído de grandes quantidades de hidrocarbonetos, que são cadeias moleculares compostas de ligações entre carbonos (C) e hidrogênios (H).

A relação numérica entre a quantidade de átomos de carbono e de hidrogênio propicia a formação de diferentes tipos de hidrocarbonetos, que dão origem aos óleos básicos, e estes são classificados de acordo com a sua composição predominante. Há os de base parafínica (alcanos), os de base naftênica (cicloparafinas), os de base mista e os de base aromática.

Os óleos de base aromática não são adequados para a fabricação de lubrificantes.

No mundo há uma maior predominância de petróleo de base parafínica. Este petróleo praticamente não contém asfalto em sua composição e como conseqüência, os óleos parafínicos gerados da sua refinação, tiveram um maior emprego na fabricação dos lubrificantes.

Já os petróleos de base naftênica, apresentam uma menor quantidade de compostos parafínicos em sua composição. Os de base mista apresentam proporções razoáveis e equivalentes de parafina e asfalto.

As diferenças principais entre os óleos parafínicos e naftênicos podem ser observadas, de acordo com o comportamento destes quando submetidos a alguns ensaios físico-químicos, a saber:

PONTO DE FLUIDEZ: refere-se a uma análise para se saber o comportamento do óleo quando submetido a uma baixa temperatura, para ver se a fluidez, do mesmo é comprometida. Os óleos naftênicos possuem um ponto de fluidez menor que os dos óleos parafínicos. Isso quer dizer que estes óleos conseguem trabalhar em temperaturas mais baixas sem perder a fluidez. Os óleos para compressores de refrigeração usam óleos de base naftênica em sua composição.

ÍNDICE DE VISCOSIDADE: é um método para se saber qual a variação da viscosidade quando o óleo é submetido à variação da temperatura. Os óleos parafínicos apresentam uma melhor performance e uma menor variação da viscosidade, quando submetidos às variações das temperaturas de operação. É por este motivo que a grande maioria dos óleos automotivos de bases minerais são feitos com óleos parafínicos, como também são produzidos a maioria dos lubrificantes industriais.

RESISTÊNCIA À OXIDAÇÃO: o que menos se deseja de um lubrificante é que quando em operação, ocorra uma degradação molecular e os hidrocarbonetos se “transformem em carvão”, perdendo toda a sua característica de lubrificação. Os óleos parafínicos de novo são mais resistentes à oxidação que os óleos naftênicos.

DEMULSIBILIDADE: Na grande maioria das aplicações de um lubrificante, é desejável que ele se separe rapidamente da água, caso ocorra alguma contaminação no sistema. Em um sistema de lubrificação de engrenagens, de mancais entre outros, uma contaminação com água tem que ser rapidamente removida, e os óleos de base parafínica tem uma maior capacidade de separá-la, evitando a formação de emulsões (mistura água-óleo). Por outro lado, os óleos naftênicos por serem mais emulsionáveis e por terem uma maior propensão a se misturarem com a água, tem larga utilização na lubrificação industrial junto ao segmento metalúrgico, notadamente na usinagem de metais, onde são utilizados na fabricação dos chamados óleos de corte solúveis.

DENSIDADE: é uma análise onde se compara a massa do óleo (o seu peso) em relação ao seu volume. Uma boa maneira de se diferenciar um óleo naftênico de um parafínico é o de se comparar as suas densidades. Os óleos de origem parafínica possuem densidades menores que a dos óleos naftênicos. Tomando-se como base uma temperatura de 20°C, normalmente um óleo naftênico pesa (tem a densidade) acima de 0,900 g/l, enquanto os de base parafínica possuem densidades inferiores a este valor.

A indústria fabricante de lubrificante necessita de vários outros métodos de análises para determinar a qualidade e a origem do óleo básico, e para isso, utiliza-se de ensaios para determinar o ponto de inflamação, a acidez ou a alcalinidade, a viscosidade, o teor de cinzas, o ponto de anilina, a variação da cor, entre outras análises.

Veja que equipamento transformador de energia usa óleo. São aqueles transformadores que normalmente observamos ligados à rede elétrica. Eles possuem uma peculiaridade que é de poder operar com os dois tipos de óleo isolante para transformador: o naftênico e o parafínico. Independente da origem destes óleos básicos, ambos apresentam uma excelente performance para atuarem como óleo isolante. A diferença do óleo mineral isolante e do óleo mineral parafínico, está na aditivação que cada um recebe, que é balanceada de acordo com a aplicação final a que o óleo se destina, que pode ser como um isolante ou como um lubrificante de processo.

Cabe salientar que um dos grandes motivos da utilização dos óleos minerais na fabricação dos lubrificantes, deve-se ao preço relativamente baixo dos derivados de petróleo e a sua ampla disponibilidade, que somado ao enorme conhecimento técnico e a variada gama de aditivos disponíveis, permitiram que os lubrificantes de base mineral se tornassem presença indispensável no cotidiano de nossas atividades.

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